Da Vaga

Da Vaga

Da Vaga

 

A queda é livre,

O chão, pressuposto.

 

 

Era como que, solta, no fluxo do rio,

Ouvisse dizer: – Vá encontrar o horizonte.

Sem mesmo pensar, aceitar o desafio,

Esbarrando em barreiras, com quedas adiante…

 

Era como que, largada por qualquer nave,

Bem ao meio do nada e sem gravidade

E, lá, sem ter chão, não há sentido ter trave,

Não tendo, do tempo, sinais de amizade…

 

Era como que palha ardendo em chamas,

Achasse ser arte ser a cor do estalido,

Com corpo disforme pela vida em tramas…

 

Vincada a alma ao corpo por um fio,

Tendo metros à frente a seguir combalido…

Era como que presa daquele vazio.

 

Luzia M. Cardoso

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RJ e gosto de Manuel Bandeira.

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