Brasília em Cordel

Brasília em Cordel

A Capital da Esperança
Tornou-se realidade
De um sonho de Dom Bosco
À grandiosa cidade
Por Juscelino construída
Dia a dia nos invade

Brasília surgiu a esmo?!
Seu nome foi registrado
Em 1822
Em artigo publicado
Na Tipografia Rolandiana
Por um famoso deputado

Deputado reconhecido
A Brasília o nome deu
Aditou a Constituição
O ato se sucedeu
Logo no primeiro artigo
Nossa Brasília nasceu

Brasília era nome corrente
Bonifácio persistiu
Propôs a Nova Capital
Preconizou, anteviu
O lindo nome de Brasília
Ele também sugeriu

2 de outubro de 56
JK aqui desceu
Com Lott, Lúcio e Israel
O Cerrado percorreu
Ernesto, Nélson, Balbino
O fato assim aconteceu

JK com entusiasmo
Veio ao Planalto Central
Trouxe Régis e Oscar
Adentrou-se ao matagal
Onde é o Catetinho
Raiz da nossa Capital

Na primeira comitiva
Veio Bernardo Sayão
Governador Ludovico
Deu apoio à construção
E Altamiro Pacheco
Teve participação

Esteve lá no Cruzeiro
Perto do Memorial
Deixou a marca da luz
No centro do Capital
Café na Fazenda Gama
À vontade no quintal

Lúcio Costa rabiscou
Ave-cidade-avião
Passarinho-borboleta
Libélula em evolução
Um voo extraordinário
No Planalto da Nação

A cidade foi sonhada
Por profetas, visionários
Poetas a anteviram
Muitos a preconizaram
JK a construiu
“Anjos” a eternizaram

Era um vale vastíssimo
Torto, Gama, Bananal
Vicente Pires, Riacho Fundo
Bela Água Mineral
Era o Sítio Castanho
Hoje é nossa Capital

Havia fazenda de gado
Aqui no Planalto Central
Um descampado sem-fim
Cerrado monumental
Agora é uma Alvorada
Nave do transcendental

Nascente de três bacias
No Planalto da Nação
Águas Emendadas é
As veias do coração
As artérias de Brasília
Devem ter preservação…

“Vale convexo” de Belcher
Rios Preto e Descoberto
Talvegue do Santa Rita
Na vastidão do incerto
Criou-se o Paranoá
a imensidão do deserto

O Lago Paranoá
É o nosso Pantanal
Linha D`água, Cota Mil
É vida para a Capital
40 km de compasso
Aquífero monumental

O Lago Paranoá
Melhorou a umidade
5 km de largura
35 m de profundidade
600 milhões de m³
Banham a nossa cidade

Colosso da arquitetura
É Urbi revolucionária…!
Homem deitado e em pé
Congresso – Rodoviária
Megalópolis do Planalto
Uma epopeia visionária

Cidade-mater do Brasil
Um orgulho nacional
Feito Londres sertaneja
Jerusalém Tropical
É a Roma do Cerrado
Flor do Planalto Central

Brasília teve (tem) inimigos
Ferrenhos adversários
Venceu os oponentes
Na saga dos operários
Servidores bandeirantes
Persistentes visionários

Candangos e engenheiros
Pedreiros e arquitetos
Obreiros de uma Nação
Futuro e destino incertos
Sertanejos resistentes
Desbravadores honestos

A Nova Capital do Brasil
Comissão de Localização
Marechal José Pessoa
Comandou a Direção
Ernesto Silva e equipe
Saúde e Arte-Educação

24 de setembro de 1956
A Novacap em ação
Israel Pinheiro da Silva
E o Bernardo Sayão
Ernesto Silva, Iris Meinberg
São heróis da construção

O Céu é uma obra-prima
De um azul que transparece
O por do sol é divino
O Sol tudo resplandece
Os deuses aqui se reúnem
Quando Brasília entardece

Brasília é um encanto
É uma Senhora Cidade
Bonita e elegante
Verde de vivacidade
Flui amor à flor da pele
Cultiva amor – vitalidade

Aos candangos e candangas
Rendo a minha homenagem
Com suor, sangue e poesia
Em um linda mensagem
Construíram a nave-mãe
Em permanente viagem…

Brasília hoje é um polo
Pulsa arte e criatividade
Poesia à flor da pele
Nas artérias da cidade
Os candangos são heróis
Bandeirantes de verdade

Há de tudo por aqui
Espaço-multiplicidade
Arquitetura inovadora
Sonhos, engenhosidade
A Capital do Brasil
Dá asas à Liberdade

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