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Maria Hilda de J. Alão
A CORRIDA DA LEBRE (cordel infantil)PDFImprimirE-mail
Canto do Escritor -
Sex, 13 de Janeiro de 2012 10:32
Escrito por Maria Hilda de J. Alão

No tempo em que bicho falava

Correu pela mata uma história,

Que ninguém acreditava,

De determinação e de glória.

 

Era o lobo que os fatos contava

Para animais adultos e filhotes.

O silêncio, entre os ouvintes, reinava

Quando um leão de grande porte,

 

Interrompeu a narrativa

Exigindo do velho lobo

Que agilizasse a narração,

Pois ele não era bobo

 

E sabia da fama de mentiroso

Do lobo contador de casos.

- Amigo leão, não fique em alvoroço

Findarei a história dentro do prazo.

 

E retomou o lobo a falação

Cuidando em ser muito claro

No desenrolar da ação

Da lebre e seu preparo.

 

Contava a lebre para a tartaruga

Que ela treinava todo dia,

Simulando desesperada fuga,

Mesmo quando chovia

 

Subindo e descendo montanha,

Da olimpíada ela queria participar

Ser vencedora da campanha,

E a coroa de louro ganhar.

 

E continuou o lobo a dissertar

Sobre as façanhas da lebre atleta

Que corria, corria sem se cansar,

Vencer no Olimpo era a sua meta.

 

Chegou a época das disputas no Olimpo

E lá estava a lebre bem treinada.

Ela sabia que ali se jogava limpo,

E que a qualquer deslize seria eliminada.

 

Continuou o velho lobo a contar:

Chegou o dia da maior corrida

A lebre pensou: vou abafar

Esta é a corrida da minha vida.

 

E foi dada a largada

Para a sonhada corrida.

A lebre bem preparada,

Hidratada e nutrida

 

Saiu em carreira desabalada,

Segundo ela, venceu o guepardo,

Fato que deixou incomodada

A onça amiga do leopardo.

 

E foi realizado da lebre o sonho.

A coroa de louro sua cabeça enfeitou

Deixando o guepardo tristonho,

Vendo perdido o que mais desejou.

 

Lobo, você é desprovido de memória,

Disse o leão coçando a juba com a unha,

A verdade verdadeira é contraditória,

Do fato eu fui testemunha.

 

Essa lebre atleta da sua história

Foi vencida pela tartaruga Vicência

Provando que pra se chegar à vitória

É preciso honestidade e persistência

 

E não usar de trapaça

Para vencer o adversário.

Calma e muita raça

Igual da tartaruga Vicência

 

Que enquanto dormia a lebre

Ela continuou a sua marcha

Chegando ao final vitoriosa

E a lebre que queria ser célebre

 

Saiu muito envergonhada

Ficando muito abalada,

Aprendeu a grande lição

Que é preciso abnegação

 

Caráter e muita honestidade

Em tudo que se faz na vida

Mesmo sendo celebridade

Para ser muito querida.

21/05/11

(histórias que contava para o meu neto)

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O(A) escritor(a) Maria Hilda de J. Alão escreve para o Canto do Escritor desde Ter, 21 de Junho de 2011.

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